Lembro bem de uma obra de condomínio logístico às margens da BR-040, aqui em Sete Lagoas. O projeto executivo previa um tráfego intenso de carretas, mas o solo no local era aquele siltoso avermelhado típico da região. A dúvida do construtor era legítima: será que um pavimento flexível dimensionado só com CBR de campo aguenta? Na nossa expertise, a resposta passa por uma caracterização geotécnica criteriosa. Não basta só compactar e jogar a camada asfáltica. Sete Lagoas está sobre um relevo cárstico com ocorrência de dolinas e cavidades, o que exige atenção redobrada na fundação do pavimento. Um ensaio de placa com carga pode revelar módulos de reação bem diferentes entre dois pontos da mesma pista. Por isso nosso projeto de pavimento flexível sempre começa com um mapeamento das heterogeneidades do subleito, integrando sondagens e ensaios de laboratório para não ter surpresa depois da liberação ao tráfego.
Em região cárstica, o maior risco para um pavimento flexível não está no tráfego, e sim na heterogeneidade do subleito que ninguém investigou.
Detalhes técnicos do serviço em Sete Lagoas

Desafios técnicos típicos em Sete Lagoas
O calcário do Grupo Bambuí, que sustenta o relevo de Sete Lagoas, é um solo de comportamento traiçoeiro para pavimentos. Ele pode apresentar cavidades preenchidas com material colapsível ou zonas de dissolução que, sob carga repetida, provocam recalques diferenciais severos. Já acompanhamos casos em que a pista de rolamento começou a afundar seis meses após a entrega da obra, simplesmente porque o subleito não foi tratado na profundidade correta. Outro ponto crítico é a drenagem: a região tem períodos de chuva concentrada entre outubro e março, e a infiltração pelas trincas acelera a erosão interna da base. Um projeto de pavimento flexível que ignore o sistema de drenagem profunda está condenado a falhar. Nós sempre especificamos drenos laterais e uma camada drenante sobre o subleito quando o lençol freático está a menos de 1,5 m da cota de terraplenagem. Também avaliamos a necessidade de geogrelhas de reforço entre a base e a sub-base, principalmente nos trechos próximos às lagoas que dão nome à cidade.
Nossos serviços
Nosso trabalho em Sete Lagoas vai além do cálculo de espessuras. A gente entrega um pacote de engenharia de pavimentos que cobre desde a investigação de campo até o controle tecnológico da execução.
Dimensionamento estrutural (método DNER)
Cálculo do número N equivalente e definição das camadas de reforço, base, sub-base e revestimento conforme o tráfego previsto para o empreendimento.
Estudos geotécnicos de subleito e jazidas
Sondagens SPT, coleta de amostras indeformadas, ensaios de CBR in situ e em laboratório, e caracterização completa das ocorrências de material para empréstimo.
Controle tecnológico de execução
Acompanhamento da compactação com densímetro nuclear ou frasco de areia, ensaios de grau de compactação, controle de umidade e verificação da deflexão com Viga Benkelman.
Avaliação de pavimentos existentes
Diagnóstico funcional e estrutural para projetos de restauração, recapeamento ou reforço, utilizando levantamento deflectométrico e análise de bacias de deformação.
Dúvidas habituais
Qual a diferença entre pavimento flexível e rígido para o tráfego de Sete Lagoas?
O pavimento flexível distribui a carga em camadas sobrepostas, com a tensão diminuindo gradualmente até o subleito. Isso o torna mais tolerante a pequenos recalques, algo comum nos solos siltosos da região. Já o pavimento rígido concentra a carga na placa de concreto e exige um subleito muito homogêneo. Em vias urbanas com tráfego misto, o flexível costuma ter menor custo inicial e manutenção mais simples.
Quanto custa elaborar um projeto de pavimento flexível em Sete Lagoas?
O investimento costuma variar entre R$4.560 e R$12.490, dependendo da extensão da via, do número de furos de sondagem necessários e da complexidade do dimensionamento. Esse valor inclui a campanha de campo, os ensaios de laboratório e a emissão do memorial de cálculo com a ART.
Qual é o prazo típico para entregar o projeto executivo?
Para um trecho de até 2 km, trabalhamos com um prazo de 15 a 25 dias úteis. As primeiras duas semanas são dedicadas à investigação de campo e aos ensaios de CBR e granulometria. A etapa de cálculo e desenho das seções-tipo leva mais uma semana, podendo ser agilizada se a campanha de sondagem já estiver concluída.
O que acontece se o CBR do subleito for menor que 2%?
Quando o CBR é inferior a 2%, a norma técnica recomenda a substituição do material por uma camada de reforço com solo de melhor qualidade ou a estabilização química com cal ou cimento. Em Sete Lagoas já aplicamos essa solução em acessos industriais, substituindo até 60 cm de solo mole por brita graduada compactada em camadas controladas.
Vocês emitem a ART do projeto?
Sim, todo projeto de pavimento flexível que desenvolvemos é acompanhado da Anotação de Responsabilidade Técnica junto ao CREA-MG, conforme exige a legislação profissional. Isso garante que o dimensionamento foi elaborado por engenheiro civil habilitado e que há responsável técnico pela segurança e qualidade da obra.