Com altitude média de 761 metros e inserida no complexo cárstico de Lagoa Santa, Sete Lagoas apresenta solos residuais de calcário que desafiam qualquer projetista rodoviário — a variabilidade lateral do substrato rochoso exige que cada quilômetro de via seja tratado como um segmento geotécnico independente. O Índice de Suporte Califórnia, obtido por meio do ensaio CBR padronizado pela DNER-ME 049/94, quantifica a capacidade de suporte desses materiais e define a espessura das camadas do pavimento, um dado que em Sete Lagoas pode oscilar drasticamente entre um perfil de solo maduro e uma lente de material coluvionar sobre dolinas. Quando o subleito não atinge o CBR mínimo de projeto — situação comum nos bairros de expansão ao sul da cidade — o reforço do subleito entra como variável obrigatória na equação estrutural. Para complementar a investigação em trechos com horizonte pedregoso, o ensaio CPT fornece perfis contínuos de resistência de ponta que ajudam a mapear a profundidade do topo rochoso sem necessidade de escavação extensiva.
Em Sete Lagoas, o CBR de imersão — não o de compactação — é o número que realmente governa o dimensionamento do pavimento, e ignorar essa distinção já comprometeu mais de uma obra viária na região.
Detalhes técnicos do serviço em Sete Lagoas

Desafios técnicos típicos em Sete Lagoas
A prensa de CBR opera com anel dinamométrico calibrado aplicando uma velocidade de penetração de 1,27 mm/min sobre o pistão de 49,6 mm de diâmetro — um ensaio aparentemente simples cuja execução descuidada em solos calcários de Sete Lagoas gera leituras espúrias de capacidade de suporte. O risco técnico mais comum é o descolamento entre o CBR de laboratório e o comportamento real do subleito sob tráfego: um solo expansivo com fração de argilomineral do grupo da montmorilonita pode apresentar CBR aceitável no ensaio, mas sofrer variações volumétricas severas durante os ciclos de umedecimento e secagem típicos do clima local. A consequência direta desse descolamento é o subdimensionamento estrutural do pavimento, que se manifesta como trincas por fadiga precoce, afundamentos de trilha de roda e desagregação da camada de revestimento asfáltico — patologias cujo custo de correção supera em muito o investimento inicial em uma campanha de ensaios criteriosa. A calibração do anel dinamométrico e a preparação da amostra com controle rigoroso de umidade — respeitando o teor ótimo determinado no ensaio de compactação Proctor — são medidas não negociáveis para garantir que o número de projeto represente fielmente a condição de campo em Sete Lagoas.
Nossos serviços
O dimensionamento de pavimentos em Sete Lagoas começa com um diagnóstico geotécnico robusto, e o ensaio CBR é a peça central desse processo. Os trabalhos abaixo cobrem desde a investigação de campo até a entrega do relatório de projeto com o número estrutural calculado.
Ensaio CBR de Subleito e Jazida
Coleta de amostras indeformadas e deformadas em pontos estratégicos do traçado viário em Sete Lagoas, seguida de compactação Proctor em laboratório e determinação do CBR de imersão a 2,54 mm e 5,08 mm de penetração. O relatório técnico inclui curva de compactação, expansibilidade, CBR corrigido e recomendação de espessura de reforço quando o subleito natural não atinge o valor mínimo exigido pela hierarquia da via.
Dimensionamento de Pavimento Flexível (Método DNER)
A partir do CBR de projeto do subleito e dos materiais granulares disponíveis em Sete Lagoas, aplicamos o método empírico do DNER para definir as espessuras de reforço, sub-base, base e revestimento asfáltico. O dimensionamento considera o tráfego equivalente (N) para o período de projeto e a vida útil esperada, com verificação de tensões admissíveis nas camadas granulares e análise de deformação permanente no subleito.
Dúvidas habituais
Qual o custo de um ensaio CBR para projeto viário em Sete Lagoas?
O ensaio CBR completo — incluindo compactação Proctor, moldagem do corpo de prova, imersão de quatro dias e leitura de penetração — custa entre R$440 e R$850 por ponto de coleta em Sete Lagoas, dependendo do número de amostras e da energia de compactação solicitada. Campanhas com múltiplos pontos ao longo do traçado costumam ter valor unitário reduzido pelo ganho de escala logística.
Qual a diferença entre CBR de compactação e CBR de imersão?
O CBR de compactação é medido logo após a moldagem do corpo de prova na umidade ótima, representando a condição ideal de construção. O CBR de imersão é obtido após o corpo de prova ficar submerso por 96 horas, simulando a pior condição de saturação que o subleito pode atingir durante a vida útil do pavimento. Para projeto viário em Sete Lagoas, o CBR de imersão é o valor que a normativa DNIT exige como parâmetro de entrada, pois reflete o cenário crítico de resistência do solo sob chuvas prolongadas.
Quantos pontos de ensaio CBR são necessários por quilômetro de via?
A prática recomendada para projetos em Sete Lagoas — considerando a variabilidade dos solos residuais de calcário — é executar no mínimo um furo de sondagem com coleta para CBR a cada 200 metros lineares, alternando entre bordos e eixo da pista. Em trechos com ocorrência de dolinas ou mudança visível de coloração do solo, a malha deve ser adensada para um ponto a cada 100 metros. O número exato depende da classe da via e da homogeneidade geotécnica observada durante a prospecção preliminar.
O ensaio CBR pode ser feito em amostras com pedregulhos de calcário?
Sim, mas com ressalvas importantes para o projeto em Sete Lagoas. A norma DNER-ME 049/94 permite substituir o material retido na peneira de 19 mm por fração equivalente passante, porém essa correção pode distorcer o comportamento expansivo real do solo calcário. Quando a fração de pedregulhos ultrapassa 30% da massa total, recomendamos complementar o ensaio com a execução de CBR in situ sobre o subleito compactado, utilizando o equipamento de campo com placa de reação, para validar o valor de laboratório.