Sete Lagoas
Sete Lagoas, Brasil

Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Sete Lagoas

O substrato cárstico de Sete Lagoas impõe um regime de fluxo subterrâneo que escapa aos modelos convencionais. As dolinas, cavernas e condutos que pontuam a paisagem dos bairros como o Jardim Europa e o Santa Luzia não são apenas feições geomorfológicas — são caminhos preferenciais de percolação. Por isso, o ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) não é uma etapa complementar. É a base para qualquer dimensionamento de rebaixamento de lençol ou injeção de calda de cimento. Em zonas com alta densidade de sumidouros, a variabilidade espacial da condutividade hidráulica pode exceder três ordens de magnitude em menos de 50 metros. Quando o projeto exige parâmetros de resistência ao cisalhamento para fundações superficiais, o ensaio de placa de carga complementa a investigação hidrogeológica com dados de deformabilidade do maciço.

Em aquífero cárstico, um valor de Lugeon isolado não representa o maciço. É a variabilidade espacial que dita o risco hidrogeológico em Sete Lagoas.

Detalhes técnicos do serviço em Sete Lagoas

Na prática de campo em Sete Lagoas, o ensaio Lefranc resolve a maioria das investigações em solo residual e saprolito até 30 metros. Executamos o procedimento com carga constante ou variável conforme a permeabilidade esperada — abaixo de 10⁻⁶ m/s usa-se carga variável para maior precisão. Já o método Lugeon aplica-se ao maciço rochoso fraturado, com cinco patamares de pressão por trecho estanque, registrando-se a absorção em litros por minuto por metro. A interpretação do diagrama de Lugeon indica o regime de fluxo: laminar, turbulento, dilatação ou lavagem de fraturas. Em rochas calcárias do Grupo Bambuí, a presença de argilas de descalcificação nas juntas reduz a absorção apesar da aparente cavernosidade. Para obras lineares que cruzam áreas de recarga aquífera, associamos o ensaio ao levantamento por resistividade elétrica e delimitamos zonas de maior condutividade hidráulica antes da locação dos furos.
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Sete Lagoas
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Sete Lagoas
ParâmetroValor típico
Métodos disponíveisLefranc (carga constante e variável) e Lugeon (5 patamares de pressão)
Diâmetro do furoN (75 mm) a H (101 mm) conforme profundidade e método
Profundidade máxima de ensaio80 m com obturador pneumático simples ou duplo
Norma aplicávelABNT NBR 16282:2014 (Lefranc) e recomendações do CBDB para Lugeon
Parâmetro obtidoCoeficiente de permeabilidade (k) em m/s e absorção específica em l/min/m
Intervalo típico de ensaioTrechos de 1,0 a 5,0 m, isolados por obturador inflável
Registro de dadosLeituras manuais com cronômetro e transdutor de nível digital para alta precisão

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Desafios técnicos típicos em Sete Lagoas

A ABNT NBR 16282:2014 estabelece os procedimentos para determinação da permeabilidade em solos, mas a norma pressupõe homogeneidade relativa do meio. Em Sete Lagoas, o colapso de tetos cársticos e a presença de paleocavernas preenchidas por material inconsolidado criam heterogeneidades que a norma não consegue prever. O risco hidrogeológico aqui não é linear. Um furo com absorção nula a 15 metros pode estar a 3 metros de um conduto com perda total de circulação. Ignorar essa realidade resulta em subdimensionamento de sistemas de rebaixamento, falhas em cortinas de injeção e até subsidência acelerada por lavagem de finos. A caracterização adequada exige densidade de investigação superior à usual, com ensaios escalonados em profundidade e correlação com imageamento acústico de parede quando a rocha é competente.

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Normas aplicáveis: ABNT NBR 16282:2014 — Solo — Ensaio de permeabilidade in situ — Método Lefranc, ABNT NBR 6484:2020 — Solo — Sondagens de simples reconhecimento com SPT — Método de ensaio, Recomendações do Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB) para ensaios Lugeon em maciços rochosos

Nossos serviços

O programa de investigação da permeabilidade em Sete Lagoas integra três frentes complementares de serviço:

Ensaio Lefranc em solo

Executado em furos de sondagem com revestimento, medindo a vazão infiltrada sob carga hidráulica controlada. Ideal para solos residuais, coluvionares e aterros até 30 m.

Ensaio Lugeon em rocha

Aplicado em testemunhos de sondagem rotativa no calcário Bambuí. Cinco estágios de pressão por trecho. Detecta fraturas abertas, fluxo turbulento e lavagem de preenchimento.

Perfil hidrogeológico integrado

Consolidação dos dados de permeabilidade com perfil litológico, RQD e fraturamento. Gera o modelo conceitual de fluxo necessário ao projeto de drenagem ou injeção.

Dúvidas habituais

Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O Lefranc mede a permeabilidade em solos e horizontes saprolíticos usando carga constante ou variável em furo revestido. O Lugeon aplica-se à rocha fraturada, com injeção de água sob pressão em trechos isolados por obturador. Em Sete Lagoas, usamos Lefranc nos primeiros 20 a 30 metros e Lugeon a partir do topo rochoso, quando a sondagem rotativa encontra calcário do Grupo Bambuí.

Quanto custa um ensaio de permeabilidade Lefranc ou Lugeon em Sete Lagoas?

O investimento para um ensaio Lefranc em solo varia entre R$1.700 e R$2.410 por trecho ensaiado, incluindo mobilização da equipe e equipamento. O ensaio Lugeon em rocha tem custo superior devido ao obturador pneumático e à bomba de alta pressão. O valor final depende do número de trechos, profundidade e acesso ao furo.

Em que tipo de obra o ensaio de permeabilidade é obrigatório em Sete Lagoas?

É exigido para projetos de rebaixamento de lençol freático, barragens de terra, cortinas de injeção em fundações de barragens, aterros sanitários e obras subterrâneas. Dada a natureza cárstica da região, recomenda-se o ensaio mesmo em obras de médio porte com escavações abaixo do NA, para evitar surpresas com condutos não mapeados.

Quantos ensaios são necessários para caracterizar um terreno?

Em geologia cárstica como a de Sete Lagoas, a densidade de investigação deve ser maior que a usual. Recomenda-se no mínimo um ensaio a cada 200 m² em planta, com ensaios escalonados a cada 3 a 5 metros de profundidade. A quantidade exata depende da variabilidade observada nos primeiros furos e do nível de risco aceitável para a obra.

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